Congresso ALADYR Brasil 2026 «Segurança Hídrica: A Infraestrutura Estratégica para a Competitividade da América Latina»

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  • O encontro da Associação Latino-Americana de Dessalinização e Reúso de Água, ALADYR,reunirá especialistas e líderes do setor nos dias 16 e 17 de setembro no InterContinental Hotel São Paulo.
  • Ao reunir, em um mesmo espaço, fornecedores de tecnologia, empresas de engenharia e usuários finais, o evento facilita o intercâmbio de conhecimentos e critérios técnicos essenciais para a viabilidade da gestão hídrica.
  • A agenda técnica terá como foco a diversificação da matriz hídrica por meio de alternativas como a dessalinização, o reúso de efluentes, a economia circular e a otimização de processos.
  • Representantes de órgãos públicos e empresas privadas analisarão modelos operacionais viáveis para garantir a continuidade da produção industrial diante de eventos climáticos extremos.

SÃO PAULO, BRASIL – Com o proposito de expor alternativas de gestão técnica e estratégias operacionais que respondam às demandas atuais de água para garantir a segurança hídrica na América Latina, a Associação Latino-Americana de Dessalinização e Reúso da Água, ALADYR, realizará o Congresso ALADYR Brasil 2026 nos dias 16 e 17 de setembro em São Paulo. 

Eduardo Pedroza, diretor da ALADYR

Sob o título oficial “Segurança Hídrica: A Infraestrutura Estratégica para a Competitividade da América Latina”, o encontro apresenta um chamado urgente à ação: “A viabilidade econômica e o desenvolvimento social da região estão condicionados a uma mudança radical e imprescindível na gestão da água. Diante de um cenário marcado por eventos climáticos extremos históricos, a premissa da ALADYR é adotar a economia circular da água, o reúso, a dessalinização e a diversificação das fontes não como metas de longo prazo, mas como soluções estratégicas indispensáveis para mitigar o risco de paralisações operacionais, do desabastecimento humano e industrial e, consequentemente, superar as limitações ao alcance e ao crescimento regional associadas à segurança hídrica”, declarou Eduardo Pedroza, diretor da ALADYR. 

A relevância da agenda da ALADYR reside no fato de que a América Latina enfrenta uma pressão crescente sobre seus recursos hídricos, com desabastecimento, qualidade crítica da água em algumas regiões, conflitos relacionados ao uso desse recurso, entre outras circunstâncias decorrentes do acelerado desenvolvimento industrial e urbano, somado a uma marcada variabilidade climática. Tradicionalmente, a segurança hídrica tem sido abordada de maneira reativa. No entanto, este congresso propõe uma mudança de paradigma, baseada na gestão eficiente e sustentável e na diversificação da matriz hídrica.

O reúso de efluentes e a dessalinização já não constituem opções secundárias, mas alternativas essenciais para garantir a continuidade operacional de setores industriais estratégicos, como os segmentos alimentício, siderúrgico e químico. Ao implementar esses modelos de economia circular, as empresas não apenas protegem suas cadeias de valor contra os efeitos das secas, mas também reduzem a pressão sobre as fontes de água doce superficiais e subterrâneas, preservando-as para o consumo da população. A gestão hídrica eficiente torna-se, assim, um pilar fundamental para sustentar tanto a competitividade dos negócios quanto a resiliência social e ambiental dos países latino-americanos.

Respaldo corporativo e institucional ao setor

O congresso conta com a participação e apoio de empresas e organizações ligadas à gestão dos recursos hídricos no continente. A empresa GS Inima lidera o grupo de patrocinadores, acompanhada por empresas internacionais como American Water Chemicals (AWC), Veolia, Fluence, Toray, Amiad Water Systems, Danfoss, FTReuse, H2O Innovation e Acciona e ROPV

No nível institucional, o evento reúne a colaboração de entidades setoriais e técnicas relevantes no ambiente regulatório e industrial, incluindo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (AIDIS), Water Positive, a Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe), Sabesp, o Portal Saneamento Básica, o Portal Tratamento de Água, IFAT Brasil e Wavv.

Eixos da Agenda Técnica e Painéis de Discussão

O programa técnico foi estruturado em blocos específicos para revisar modelos de gestão bem-sucedidos, alternativas regulatórias e otimização em engenharia:

  1. Mudanças Climáticas e Segurança Hídrica: Análise introdutória sobre como adaptar os modelos operacionais de abastecimento diante da escassez hídrica regional. Este painel contará com as intervenções de Mário Cardoso -CNI, Tibério M. Pinheiro -ANA e a moderação de Eduardo Pedroza -GS Inima/ALADYR.
  2. Respostas Globais e Fontes Alternativas: Bloco dedicado às lições aprendidas em mercados internacionais. Participarão John Patrick Kmiec, da Tucson Water (EUA), que apresentará casos de reúso potável direto, e Ricard Frigola, da Cambra de Comerç Brasil-Catalunya, que compartilhará a experiência de diversificação hídrica em Barcelona, sob a moderação de Marcio José -Aquapolo.
  3. Panorama dos Projetos na América Latina: Apresentação de alternativas operacionais em desenvolvimento no México, Brasil, Chile e Argentina. O espaço será coordenado por Jorge Augello – Acuantia e contará com apresentações de Roberto Ramos – FluenceVera Kneip – VeoliaJamille Biondillo – GS Inima e Brenno Machado – Acciona.
  4. Comunicação, Mitos e Licença social: Espaço voltado para avaliar as barreiras regulatórias e a percepção pública que condicionam a adoção de novas fontes hídricas. Os participantes incluem Bernardo Enne -ArcelorMittalRicardo Galvão -Águas de Reúso Vitória Alexandre Perufo -AEGEA, moderado por Desiery Marchini -Cesan/Aesbe.
  5. Gestão Hídrica Corporativa e Water Positive: Discussão sobre como as empresas podem implementar estratégias de redução, recirculação e compensação para devolver água de qualidade ao entorno. Moderado por Luiz Bezerra -Láguaz, contará com André Villaça Ramalho -Pacto Global da ONU e Alejandro Sturniolo -Water Positive.
  6. Experiência do Usuário Final: Apresentação de resultados práticos em plantas indústrias de grande escala. Danilo Scarpari, da Cargill, compartilhará casos de reúso no setor alimentício, enquanto Bianca Gorgona, da Smurfit Westrock, abordará a jornada de cuidado do recurso no setor florestal, com a moderação de Marcelo Bueno, da Toray/ALADYR.
  7. Inovação, Tecnologias e Projetos (Casos de Sucesso e Inovações): Blocos técnicos focados em otimização, eficiência energética e tecnologias aplicadas para a segurança hídrica, moderados por Vitor Collete da Veolia e Manuel García de la Mata da Fluence/ALADYR. Participam as seguintes empresas: Toray, AWC, Danfoss, H2O Innovation, Amiad, ROPV – Impac Filtration, DuPont, Aquatech, Atlantium, BF&Dias, Keen Sen, Water Hub, Engeper e Embrapa.

«A proposta de valor do Congresso ALADYR Brasil 2026 reside em sua capacidade de oferecer respostas concretas aos riscos de abastecimento de água enfrentados pelas indústrias na América Latina e pela população. Ao reunir, em um mesmo espaço, fornecedores de tecnologia, empresas de engenharia e usuários finais, o evento promove o intercâmbio de conhecimentos e critérios técnicos essenciais para a viabilidade da gestão hídrica. Além disso, o congresso oferece um referencial sobre como a adaptação de fontes alternativas de água pode reduzir a vulnerabilidade operacional das empresas e fortalecer sua licença social para operar, diante das crescentes exigências regulatórias e das demandas das comunidades”, destacou Pedroza.

Sobre a ALADYR: A Associação Latino-Americana de Dessalinização e Reúso de Água (ALADYR) é uma entidade setorial sem fins lucrativos, fundada em 2010, uma organização de referência internacional em gestão hídrica eficiente. Reúne mais de 140 associados — líderes em serviços, produtos e fornecimento de soluções relacionadas à gestão da água e de efluentes — com o objetivo de promover o conhecimento e a implementação de tecnologias destinadas à dessalinização, ao reúso da água e ao tratamento eficiente de efluentes, impulsionando a sustentabilidade e a eficiência hídrica